Cultura em Jundiaí - S.P.

Elisângela Salles

 

Entrar em um museu pela primeira vez pode ser uma das melhores experiências da vida das pessoas. E este encontro, além de agregar experiências educativas, deixam as pessoas mais envolvidas com a história de cada região. Segundo a historiadora Maria Ângela Borges Salvadori, num primeiro momento é preciso entender a origem destas instituições que se caracterizam por uma preocupação com a guarda do passado. “Nos tempos modernos, os museus, particularmente os museus públicos, aparecem no século XVIII, seja porque o ritmo da modernidade é mais veloz e produz esquecimentos constantes, seja porque, a partir da consolidação do Estado Nacional, são criados lugares de memória com o objetivo de construir e divulgar um passado nacional coletivo, capaz de criar vínculos identitários”, explica.
Segundo ela, as visitas são fundamentais para o reconhecimento desta tradição e para o aprendizado desses vínculos, mas lembra que é preciso observar que a constituição de museus não se faz de maneira aleatória ou “inocente”. As visitas, dos mais variados tipos – de arte, históricos, naturais, vinculados ao patrimônio imaterial – são fundamentais no sentido de que implicam na possibilidade de busca e compreensão de nossa própria história e identidade, ou dos modos com os quais essa história e essa identidade nos foram apresentadas. “Para quem nunca foi a um museu, especialmente para os que moram em São Paulo ou cidades vizinhas, há muitas possibilidades. Em Jundiaí, sugiro visitar o Museu Histórico e Cultural da cidade, focando principalmente o prédio que o abriga, uma casa típica da época de ouro do café cuja arquitetura indica uma organização social dos espaços. O Museu Ferroviário também merece uma visita já que os trabalhadores ferroviários construíram uma faceta da identidade do município que até hoje podemos vislumbrar: eles estão na origem no Paulista Futebol Clube, na história do Gabinete de Leitura Rui Barbosa, entre outros.
E por falar em Jundiaí, o diretor do Museu Solar do Barão, Henrique Crispim, comenta que no museu há uma reunião de fotografias e documentos que contam a história do ‘Barão de Jundiaí’ e de sua família. Além disso, os visitantes poderão encontrar exposições itinerante, ou seja, exposições montadas ao longo do ano com temas diversos. “O perfil das pessoas são diferentes para cada situação. Os alunos de faculdades, por exemplo, fazem muitas pesquisas, já as pessoas que passeiam pelo Centro gostam de entrar aqui para conhecer nosso jardim, aliás, que também é um convite a uma visita já que existem árvores centenárias e com espaço para relaxar em meio a natureza mas dentro do centro da cidade”,comenta Crispim, ressaltando ainda que dentro do Solar do Barão existe o auditório Jahyr Accioly de Souza, onde acontecem recitais, palestras e lançamentos de livros.
Uma dica para quem gosta de saber sobre a historia de um lugar ou de um fato histórico, a dica é o Museu da Energia que desde 2001 esta aberta à visitação pública. O prédio onde funcionou, durante vários anos, a primeira estação transformadora da Empresa Luz e Força de Jundiaí está numa área de 750 metros quadrados com vários ambientes. Nos jardins, distribuídos pelo espaço que une a inovação da arquitetura moderna à nostalgia da construção antiga, é possível aprender não apenas a interessante história da energia elétrica, mas também procedimentos de segurança e uso racional da energia. No museu acontecem oficinas com professores e são atendidos alunos dos municípios de Jundiaí, Louveira, Campo Limpo, Várzea Paulista e Itupeva.

Fonte: www.guiashowjundiai.com.br